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Página inicial NOTÍCIAS DA CÂMARA -  17 de maio de 2007 - quinta-feira

  

CHEFE DA POLICIA CIVIL FALA NA CÂMARA

 

            O Delegado Geral da Policia Civil de Santa Catarina, Mauricio Skudlark, que veio a Blumenau para reunir-se com os delegados da região a fim de discutir mudanças no setor, também esteve na Câmara Municipal a convite do vereador NAGEL MARINHO (DEM) e foi cobrado com ênfase pelo parlamentar. “Estamos sempre aprimorando o trabalho da Academia da Policia Civil, para que os policiais estejam cada vez mais preparados para a função”, revelou.  De acordo com ele, muitas vezes o cidadão não reclama da ação policial, mas do atendimento rude recebido em alguma delegacia. Também analisou a decisão do delegado Waldir Padilha de se licenciar da Central de Policia, apresentando o substituto Giancarlo Rossini. O delegado declarou saber da reivindicação de uma nova sede para a Delegacia Regional e que a mesma está na lista de prioridades do Governo do estado.  “O Governo tem investido muito em segurança pública, mas em 1986 a Policia Civil tinha 3.600 policiais, e em 2007, conta com 3.200, ou seja, 400 policiais a menos que na época, o que exige superação dos membros da corporação”. Lembrou que o ultimo concurso destinou alguns membros para Blumenau e que a Secretaria de Segurança está empenhada.

            Nagel Marinho fez uma prestação de contas dos investimentos feitos com recursos do FUNREBOMPOC, após a inclusão da corporação no fundo, graças à sua atuação na Câmara Municipal e apresentou reclamações diretamente ao Delegado Geral da Policia Civil. O parlamentar lembrou que “Blumenau não é mais uma cidadezinha, é uma Metrópole. Os policiais se desdobram nos distritos para atender ocorrências simples, com perda de documentos, enquanto problemas mais sérios deixam de ser investigados. A população não pode ser sacrificada devido ao acúmulo de serviço”, revelou. Nagel lembrou ainda que o Primeiro Distrito atende a 132 mil habitantes com apenas um policial, que “fica sozinho entre quatro paredes à noite toda”, conforme sublinhou. Também lembrou que a Policia Civil não faz mais rondas em veículos e reclamou ao titular da Delegacia Geral que recebeu uma arma recondicionada quando solicitou um equipamento novo. Por fim, Nagel denunciou que policiais de elite de Blumenau estão “congelados”, ou seja, impedidos de exercer seu trabalho. “A violência em Blumenau está incontrolável e em ritmo galopante. Descongele os policiais de elite e os deixe trabalhar”, apelou o parlamentar.

            O presidente José Luis Gaspar Clericí (PMDB) solicitou uma audiência com o secretário de segurança pública Ronaldo Benedet, com a participação dos 14 vereadores, sendo informado pelo delegado regional Juraci Darolt que a solicitação já foi encaminhada.

  O vereador JENS JUERGEN MANTAU (PSDB) aproveitou a presença do delegado geral da Polícia Civil em Santa Catarina Maurício Skudlark, para solicitar uma atenção especial para a descentralização do 2º Distrito Policial na região norte da cidade. “Já temos um terreno doado pelo Executivo ao lado do terminal de ônibus e temos certeza que é a vontade de toda a comunidade daquela região”, apontou.

A construção da Delegacia Regional de Blumenau foi destacada pelo vereador JOSÉ LUÍS GASPAR CLERICI (PMDB). Ele lembrou que o projeto está no papel há cerca de três anos. A vontade do parlamentar é que a obra saia ainda neste ano.  

Em nome da região Norte o vereador JOÃO JOSÉ MARÇAL (PP) pediu um olhar atento das autoridades de segurança em relação a esta parte de Blumenau. “A região Norte corresponde a uma cidade e precisa da atenção”, disse. Ele ainda argumentou sobre diversos assaltos que estão ocorrendo naquela localidade.

A sugestão do líder do governo MARCELO SCHRUBBE (DEM) para melhorar a situação a segurança é que seja aumentada a porcentagem relativa às taxas arrecadadas pela Policia Civil que permanecem no município, a exemplo dos bombeiros da PM, contribuindo para o Fundo de Segurança que substituiu o FUNREBOMPOMPOC e destinado à aquisição de equipamentos para os três setores.

            Em resposta, o Delegado agradeceu ao legislativo pela inclusão da Policia Civil no FUNREBOMPOMPOC, lembrando que a situação é mais difícil nas cidades onde o fundo não existe. Em relação ao acúmulo de trabalho nos distritos policiais, lembrou que foi criado o programa “Cidadão de Fato” que agiliza a realização de boletins, e que as rondas são dever constitucional da Policia Militar e não da Civil. Reconheceu que houve falha na entrega de uma arma recondicionada ao comissário e vereador Nagel, e que a Policia Civil pretende adquirir equipamento não letal, que emite choque e que vai produzir menos vítimas fatais. A construção de uma nova sede para a Delegacia Regional vem sendo discutida na área política, e a possibilidade de permanência de maior parcela das taxas recolhidas no município está sendo estudada pela área jurídica.

Ademir Gilli
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Blumenau


CEI MARITA DEEKE SASSE PEDE AJUDA AOS VEREADORES

 

A Tribuna Livre desta quinta-feira foi utilizada pelo membro da APP do CEI Marita Deeke Sasse, Hartmurt Kraft, para convidar os vereadores a participarem de uma reunião que ocorrerá no dia 19 de junho. A intenção é mostrar aos parlamentares as deficiências da creche, como a falta de um muro, precariedade da pintura, necessidade de conserto do telhado, entre outras. “Gostaria que cada partido indicasse um representante para estar presente, junto à Secretaria de Educação, no dia da reunião, para conhecer a nossa realidade”, pediu.

 

PRAÇAS DE SANTA CATARINA ESPERAM REAJUSTE

 

Durante tempo concedido pelos vereadores Humberto Jorge Sackl (PDT) e Marcelo Schrubbe (DEM), o vice-presidente regional da Associação de Praças de Santa Catarina, sargento Armindo, manifestou-se em nome da categoria para pedir a interferência dos vereadores junto ao Governo do Estado para que eles tenham suas reivindicações atendidas. Ele explicou que a paralisação ocorreu pelo não cumprimento da lei 254, aprovada em 2003, que concedia 93,81% de aumento ao menor salário dos praças e oficiais, incluindo policiais, delegados e agentes prisionais. Segundo o sargento, a lei entrou em vigor em 2004, quando o governador concedeu apenas um abono de R$ 250,00. Em novembro de 2004, houve mais um abono de R$ 40,00 e um aumento de 20% dividido em quatro vezes. “Se somar tudo, o aumento chegou a cerca de 50% do percentual aprovado na lei”, contabilizou.

O sargento Armindo salientou que a categoria condicionou o apoio à reeleição do governador Luiz Henrique da Silveira à implementação da lei. “Ele se comprometeu, no dia da posse, a chamar os praças para conversar e até hoje não chamou. Fizemos uma assembléia no dia 15, fomos chamados pelo secretários Ivo Carminatti e Ronaldo Benedeti, passamos o dia em negociação e no final da tarde falaram que não era possível dar nenhum aumento”, relatou. Depois disso, conforme afirmou, os praças aprovaram a proposta de paralisação. “Ontem tivemos reunião com os secretários e eles reafirmaram que não seria possível conceder aumento algum”, disse.

Diante dessa situação, os profissionais foram à Assembléia Legislativa e começaram a mobilizar a categoria em todo o Estado. “Devemos continuar até que o governador tome uma decisão e conceda pelo menos o mínimo que estamos pedindo. que é apenas a incorporação desses abonos”, assinalou.

 

Cristiane Soethe Zimmermann

Assessoria de Imprensa

Câmara Municipal de Blumenau