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AFESC pede apoio à Câmara para a regulamentação do ensino domiciliar

AFESC pede apoio à Câmara para a regulamentação do ensino domiciliar

O secretário da Associação das Famílias Educadoras de Santa Catarina (AFESC), Diego do Nascimento Vieira, ocupou a tribuna livre na sessão desta terça-feira (17) para falar sobre o tema “Educação Familiar”. Ele pediu a atenção e o apoio dos vereadores para a importância da regulamentação do chamado ensino domiciliar, conhecido como “homeschooling”, para que as famílias deixem de ser perseguidas porque preferem educar seus filhos integralmente em casa.

 

Afirmou que na região centenas de famílias já praticam o homeschooling, o ensino domiciliar, que também já é realidade em mais de 60 países e admitidos por importantes universidades no mundo. Informou que no Distrito Federal o método já foi aprovado e que algumas cidades pelo Brasil estão discutindo a regularização municipal.

 

Destacou que seus cinco filhos foram alfabetizados em casa. Ressaltou que um deles foi destaque na mídia em 2019, porque havia lido, até a metade daquele ano, 60 livros, e que todos eram assíduos frequentadores da Biblioteca Municipal antes da pandemia. Disse que a literatura é praticada diariamente na família.

 

Esclareceu que nos países onde o homeschooling é legalizado, como Cingapura, EUA e Áustria, não houve em nenhum deles redução de investimentos na educação formal e desvalorização dos professores. “Sempre se coloca esse antagonismo. Isso é uma falácia. Nos mais de 60 países em que o ensino domiciliar é regulamentado, a qualidade das escolas seguiu melhorando”, afirmou.

 

Disse que muitas das 35 mil famílias que adotaram a educação familiar no Brasil, segundo o MEC, contratam professores para aulas particulares de algumas matérias. Assinalou que isso, além de valorizar a profissão, dá ao educador uma renda extra.

 

Comentou o caso da aluna de Sorocaba (SP), Elisa Flemer, de 17 anos, que passou na USP, mas não foi aceita porque vinha do ensino domiciliar, mas uma entidade internacional ofereceu uma bolsa para que ela cursasse uma universidade nos Estados Unidos. “Estamos perdendo nossos talentos por falta de liberdade na educação”, observou, lembrando que o caso Elisa não é o único. Também refutou as críticas de quem diz que o ensino domiciliar é somente para as elites. “Em recente pesquisa tivemos a prova de que a maioria dos que praticam o homeschooling no Brasil são da classe média e baixa, o que desmistifica de que esse ensino é para elites”.

 

Ressaltou que também não se aplica à educação familiar a falta de socialização das crianças. Assegurou que seus filhos participam de práticas integrativas e que se destacam nas atividades, inclusive sendo premiados.

 

Por fim agradeceu à Câmara pelo espaço e oportunidade de esclarecer a respeito do ensino domiciliar e enfatizou que as famílias da região adeptas ao homeschooling estão aguardado pela regulamentação da prática para que seus direitos sejam reconhecidos. Assinalou que o Estado de Santa Catarina tem penalizado essas famílias com multas pesadas e que lamentavelmente as famílias educadoras estão sendo confundidas com famílias abusadoras.

 

“Apelamos aos senhores para darem atenção ao tema, porque muitas famílias estão precisando da regulamentação para acabar com o preconceito e a perseguição que sofrem, por simplesmente quererem educar com liberdade”, finalizou.

 

 

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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Denner Ovidio – Imprensa CMB

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