Menu

Presidente da Associação de Meliponicultores critica utilização de inseticidas para combate à dengue pelo poder público

Presidente da Associação de Meliponicultores critica utilização de inseticidas para combate à dengue pelo poder público

A presidente da Associação de Meliponicultores de Blumenau, Fabiana de Paiva Costa Barros, usou a Tribuna Livre nesta quinta-feira (9) para questionar a utilização de inseticidas pela administração municipal para combater o surto de dengue. “Mesmo com o intuito de resolver um problema de saúde pública, o poder público tem tomado medidas ineficazes, que acarretam grande mal às pessoas e ao meio ambiente”, assinalou. Ela criticou a pulverização com o veículo “fumacê”, ressaltando que há formas mais eficientes de acabar com o mosquito transmissor, com menor impacto ao ecossistema. Fabiana salientou que por se tratar de inseticida, todos os insetos são mortos, especialmente as abelhas, além de outros animais. Alertou ainda que o veneno deixa resíduos que continuam fazendo estragos por muito tempo.

 

Ao condenar o método utilizado, lembrou que “somente os insetos adultos que estiverem em voo no momento da pulverização serão controlados, não atingindo as larvas, os ovos e nem os mosquitos que estiverem escondidos. No entanto, se deposita sobre roupas estendidas, na horta, na grama, nas flores que são polinizadas pelas abelhas e não são visitadas pelos mosquitos”.  

 

Ela lembrou que as abelhas nativas sem ferrão são as principais polinizadoras e que a maioria dos alimentos de origem vegetal não estaria nas nossas mesas se não fosse por elas, e asseverou: “O problema da dengue deve ser combatido de outras formas, sendo a primeira delas a prevenção. Para tanto, campanhas massivas devem ser realizadas, como em outros municípios onde se mostraram muito eficientes”. Ao mesmo tempo, alertou que o “fumacê” somente deve ser adotado em situações de emergência, quando o controle preventivo não for suficiente. 

 

Ao mesmo tempo, apontou medidas simples como verificação de áreas de ambientes para eliminação de focos, aplicação de água sanitária em águas paradas, visitas frequentes dos agentes, com retorno para verificação da situação, entre outras. E completou: “Precisamos de prevenção e não da morte da nossa fauna nativa, considerando que 63% da área de Blumenau é composta por mata. Pedimos que as campanhas se intensifiquem e que os ‘fumacês’ sejam absolutamente restritivos, utilizando-se somente quando as medidas tomadas forem insuficientes”.

 

Veja Também

O vídeo completo da sessão

A galeria de fotos da sessão

 


Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Denner Ovidio | Imprensa CMB

This is a unique website which will require a more modern browser to work!

Please upgrade today!

Skip to content