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Representante das escolas infantis particulares defende na tribuna o retorno gradual das atividades

Representante das escolas infantis particulares defende na tribuna o retorno gradual das atividades

Cristiane Marciniack, representante do Núcleo de Educação Infantil da AMPE Blumenau, ocupou a tribuna, na sessão desta terça-feira (26) para falar da situação difícil pela qual está passando o setor em razão do fechamento das escolas particulares, devido a pandemia do novo coronavírus.  Ela defendeu o retorno gradual das atividades presenciais.

 

Disse que o que deixou a situação ainda pior foi o decreto do Governo Estadual, que suspendeu as atividades presenciais por tempo indeterminado, na véspera do pagamento das mensalidades. “Precisamos de ajuda para manter a empresa com a escola fechada se juntos, o poder público e a sociedade, não encontrarmos uma solução”, destacou.

 

Disse que a justificativa da suspensão das atividades presenciais está baseada na ideia de que o ambiente escolar é um espaço de contaminação, mas retrucou, assinalando que a escola é um espaço de saúde física e emocional para as crianças. “Temos um papal fundamental na educação das crianças, reforçando os hábitos de higiene e saúde”. Ainda destacou que muitas crianças, fora da escola, estão convivendo em um espaço de violência, lembrando que a violência doméstica, segundo dados da Polícia Militar, cresceu 39% em relação ao mesmo período do ano passado. “Pensamos que a proibição de atender nossas crianças significa sermos coniventes com essa situação”, observou.

 

Também destacou que o engajamento das crianças de forma remota não é fácil, salientando que a aprendizagem acontece com os vínculos sociais entre as crianças e destas com os seus professores. Ainda reforçou que em qualquer país desenvolvido a educação é pilar aliado da saúde.

 

Ressaltou que em Santa Catarina mais de 100 escolas particulares já fecharam e que em Blumenau 25% poderão fechar se as atividades normais não retornarem nos próximos dias. Também no município, segundo Cristiane, há relatos de que mais de 1.100 matrículas já foram trancadas e que os números não param de crescer. Afirmou que os alunos migrarão em massa para a rede pública quando as atividades escolares retornarem e questionou se o Município tem condições de absorver tanta procura.

 

Comentou ainda que mais de 200 profissionais da área já forma demitidos até o momento na cidade.

 

Disse que o setor entende a medida da quarentena e que concorda com a suspensão das aulas no combate à pandemia, mas argumentou que é necessária uma solução conjunta entre poder público e sociedade para que as escolas se mantenham vivas.

 

Apontou que é preciso iniciar uma conversa para o retorno gradual às atividades presenciais das escolas, sendo que as famílias tenham o direito à opção on-line. Pediu ainda pela fiscalização dos espaços informais que atualmente abrigam crianças aglomeradas, única solução para muitos pais que não têm outra forma de deixar os filhos para poderem trabalhar.

 

Destacou que é preciso que o Governo encontre formas de incentivo de políticas públicas de crédito para as escolas de pequeno e médio portes, que haja a redução da carga tributária e o aumento do prazo de quitação de tributos. O setor também pede a prorrogação MP 936/2020, a Medida Provisória do Governo Federal que prevê medidas para a manutenção de empregos durante a pandemia. Ela foi publicada em 1º de abril com prazo de duração de 90 dias.

 

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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Lucas Prudêncio – Imprensa CMB

 

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