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Representante do Crefono 3ª região aborda na tribuna os 40 anos de regulamentação da profissão de fonoaudiólogo

Representante do Crefono 3ª região aborda na tribuna os 40 anos de regulamentação da profissão de fonoaudiólogo

A representante do Conselho Regional de Fonoaudiologia, Ângela Braga, ocupou a tribuna livre nesta quinta-feira (9) para falar sobre os 40 anos de regulamentação da profissão de fonoaudiólogo.

 

Ela abordou o surgimento da fonoaudiologia no Brasil, apontando que que diferentes contextos políticos e linguísticos influenciaram o início da prática fonoaudiológica em diferentes regiões do país. Em São Paulo, por exemplo, o início da Fonoaudiologia foi marcado por um discurso “higienizador”, a favor de uma “patologização” das diferenças linguísticas, decorrente da ideia de “contaminação da Língua Nacional” provocada pelos movimentos imigratórios nacionais, de nordestinos) e estrangeiros (italianos, árabes, japoneses).

 

Já no Nordeste, nas décadas de 20 e 30, os primórdios da Fonoaudiologia estão relacionados a questões políticas não partidárias, ligadas à educação e saúde das classes desfavorecidas economicamente, partindo, especificamente, do fracasso na alfabetização destas classes. Assim, alfabetizadores (das escolas públicas) e profissionais da área médica identificaram aspectos que foram o ponto de partida para a definição e delineamento de técnicas de reabilitação.

 

“Nas décadas de 40, 50 e 60, várias instituições, a maioria de caráter educacional, possuíam serviços de reeducação de linguagem, como as APAEs. Nesse período, os profissionais que estavam envolvidos com estes problemas, receberam diferentes denominações: ‘realfabetizadores’, ‘reeducadores’ de linguagem e ‘logopedistas’, disse.

 

Assinalou que durante a década de 70 e início dos anos 80, em todo o Brasil, os cursos de Fonoaudiologia formavam tecnólogos e tinham uma duração de 2 anos e meio. Em 1981, a profissão de fonoaudiólogo foi regulamentada e reconhecida em todo o território nacional. Por essa razão, o dia 09 de dezembro foi instituído o “Dia do Fonoaudiólogo”.

 

Segundo Ângela, além de regulamentar a profissão, com a Lei, foram criados os Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia, tendo como principais finalidades normatizar e fiscalizar o exercício profissional. Ela abordou ainda as mudanças no currículo do curso de fonoaudiologia

 

Disse que são registrados no Conselho Federal de Fonoaudiologia mais de 48 mil profissionais, e no Crefono PR/SC são 4533, sendo 1792 no estado.

 

“O fonoaudiólogo é um profissional da área da saúde e educação que contribui no processo de desenvolvimento humano nos diferentes ciclos de vida, podendo exercer suas funções nos setores público e privado”, acrescentou.

 

Falou da situação da profissão na cidade de Blumenau, em especial da atuação na rede pública do município, que conta com 22 profissionais na assistência aos pacientes. Falou de serviços que poderiam ter fonoaudiólogo e ressaltou que é importante reorganizar serviços existentes implantar novos. “Precisamos de recursos adequados e apoio para realizar os atendimentos com olhares interdisciplinares”.  

 

Ao final, parabenizou a todos os fonoaudiólogos que estão atuando em diferentes postos de trabalho, e parabenizou o corpo docente das universidades do estado de Santa Catarina.  

 

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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Denner Ovidio | Imprensa CMB

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