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Representante do SINTE ocupa a tribuna e pede medidas para apoiar adolescentes no âmbito da saúde mental

Representante do SINTE ocupa a tribuna e pede medidas para apoiar adolescentes no âmbito da saúde mental

A professora Erica Monteiro, representante do SINTE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública e Ensino de Santa Catarina, ocupou a tribuna livre na sessão desta quinta-feira (28) para falar sobre o tema “alunos e alunas afetados pela questão psicoemocional”.

 

Erica iniciou relatando que leciona em duas escolas, na Adolfo Konder e Max Tavares do Amaral, e assinalou que há um contraste social nos públicos que atende. Também disse que além de professora é pesquisadora, uma vez que é doutoranda do programa de Sociologia e Ciência Política da UFSC.

 

Disse que os adolescentes que estão nesse momento inseridos numa dinâmica de readaptação à vida cotidiana pós lockdown. Reforçou que os lockdowns foram importantes para a contenção do coronavírus nos estados e municípios, porém ressaltou que os adolescentes passaram um tempo importantíssimo de seu desenvolvimento social longe do contato com os amigos e das salas de aula.

 

“Eles estão em uma etapa de transição entre a infância e a idade adulta e necessitam do contato social, que foi suprimido durante os lockdowns e nós, professores, recebemos alunos bastante comprometidos no que diz respeito à saúde mental”, assinalou. Ainda relatou uma pesquisa da Unicef que apontou que um a cada 10 jovens com idades entre 15 e 24 anos se sentem deprimidos na pós-pandemia. “Eles relataram que não sentem desejo de fazer as obrigações cotidianas, e isso inclui as atividades da escola”.

 

Disse que o relatório da situação mundial da infância de 2021 pede que governos ajam para prover a saúde mental de crianças e adolescentes, em especial os mais vulneráveis. Entre as ações propostas estão o financiamento de políticas públicas que atendam a essas necessidades da juventude no âmbito da saúde mental. Também cita a abordagem multisetorial, os serviços públicos de qualidade, preparar familiares a abordar tema saúde mental, fomentar a cultura da escuta sem julgamentos e a valorização da rede de apoio entre os pares para promover o bem-estar de crianças e adolescentes.

 

A professora e pesquisadora apontou que existe uma lei que reconhece a presença psicólogos escolares nas escolas. Entretanto, disse que a presença desses profissionais nas escolas ainda é bastante problemática, uma vez que não há espaço para que essas pessoas acessem a educação.

 

“Se há uma orientação mundial, por que a educação ainda se priva dessa responsabilidade?”, questionou, dizendo que quem acolhe essas demandas são os professores, que também estão sobrecarregados.

 

Pediu aos vereadores sensibilidade para que defendam medidas que possibilitem o ingresso de estagiários e voluntários nas escolas sem burocracia. “Se hoje levanta-se a pauta da proteção da infância, por que ainda as Casas Legislativas não insurgem contra essas burocracias colocadas no campo da educação?”.

 

Ao final, agradeceu o espaço cedido pelo Legislativo e pediu diálogo da Secretaria de Educação com as Universidades a fim de implementar o acesso desses profissionais em parceria com as escolas.

 

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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Denner Ovidio | Imprensa CMB

 

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