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Seminário na Câmara de Vereadores debateu a violência contra a mulher

Seminário na Câmara de Vereadores debateu a violência contra a mulher

A Escola do Legislativo Fritz Müller da Câmara de Blumenau realizou o 1º Seminário Legislativo da violência contra a mulher: da agressão verbal ao feminicídio na última sexta-feira (29) no Plenário da Casa. O evento foi gratuito e aberto à participação da comunidade.

A programação contou com duas palestras: “Mulheres em situação de violência conjugal: a denúncia de conflitos no meio doméstico” e “Lei Maria da Penha – aspectos jurídicos e culturais”, ministradas, respectivamente, pela policial civil da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Araranguá/SC, Márcia Cristiane Nunes Scardueli, e pela professora e especialista em Direito Constitucional Claudia Fernanda Souza de Carvalho Becker Silva.

A policial civil Márcia Cristiane Nunes Scardueli assinalou que muitas vezes as discussões e perturbações diárias que o casal enfrenta não são reconhecidas por eles como violência, e muitas mulheres não denunciam porque não reconhecem essas ações como violência conjugal. “É importante ampliar esse olhar e não ficar só na imagem da mulher agredida e machucada. A violência psicológica e emocional mina a auto-estima da mulher e pode ser tão prejudicial quanto a violência física”, analisou.

Já a professora e especialista em Direito Constitucional Claudia Fernanda Souza de Carvalho Becker Silva destacou a importância de todos conhecerem mais a lei Maria da Penha. “A maioria das pessoas já ouviu falar da lei, mas não conhece a fundo as medidas protetivas que podem ser pedidas em favor das mulheres que sofreram agressões ou estão sendo ameaçadas. É importante que as mulheres conheçam seus direitos”, alertou.

A delegada Juliana Tridapalli, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Blumenau, participou do encontro e argumentou que a violência doméstica é favorecida pela baixa auto-estima da vítima, pois essa fragilidade é usada pelo agressor contra ela. “A mulher fica nesse ciclo de violência porque a auto-estima dela é muito baixa. A vítima precisa de amparo, do serviço social e psicológico do município, da família e dos amigos para que a encorajem a romper esse ciclo de violência”.

“Tivemos uma adesão melhor do que o esperado e percebemos que as pessoas estão se dedicando a se inteirar sobre o assunto. Nós atingimos o objetivo que foi passar essa responsabilização para as pessoas que estão no meio das comunidades, trabalhando com essas mulheres nessa situação de violência. Muito mais do que uma homenagem, foi um ato de encorajamento para que as mulheres tenham força para sair dessa situação”, avaliou a assessora da Escola do Legislativo Fritz Müller, Patricia Lopes Turcati.

 

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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB com informações da TV Legislativa
Imagem Destacada: Freepik | Banco de Imagens gratuito

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